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Serviço de Psicologia do Hospital Edson Ramalho oferta a pacientes e acompanhantes atendimento humanizado

O Serviço de Psicologia do Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER) oferta a pacientes e seus acompanhantes atendimento humanizado durante a fase de internação. O suporte emocional contribui para o enfrentamento de transtornos como estresse e ansiedade, que podem surgir durante o tratamento. Neste dia 27 (quarta-feira), data em que comemora-se o Dia da Psicologia, o HSGER homenageia os profissionais que têm o compromisso com a saúde mental e o bem-estar humano.
O HSGER - gerenciado pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde) e integrante da rede estadual - disponibiliza atendimento em Psicologia a todos os perfis de pacientes, conforme afirma a coordenadora do serviço, Rosemary Garcia. “Os profissionais estão divididos entre as clínicas, a Urgência, a Maternidade e o Ambulatório de Especialidades, atendendo quem será submetido à cirurgia bariátrica. Também fazemos esse acompanhamento assistencial aos pacientes com perfil de cuidados paliativos, os quais demandam uma atenção diferenciada, visando a melhora da qualidade de vida e o alívio do sofrimento”.
O diretor-hospitalar do HSGER, Cícero Ludgero destaca a importância do serviço para o oferecimento de suporte emocional a pacientes, familiares e profissionais de saúde. “O trabalho da Psicologia ajuda a lidar com o estresse, a ansiedade e o sofrimento, além de contribuir para a adesão ao tratamento, a humanização do cuidado e a promoção de um ambiente mais equilibrado e saudável”.
Segundo Rosemary Garcia, o atendimento é feito a partir das visitas ao leito dos pacientes ou por meio dos chamados dos profissionais de saúde. “A partir das visitas, já tentamos detectar se algum paciente está precisando de atendimento. Além disso, nos apresentamos ao posto de enfermagem para verificar se há alguma demanda”, comenta a coordenadora. O trabalho da equipe ainda inclui a realização de pareceres a pedido da equipe médica.
A paciente Maria Leny está se recuperando após a realização de uma cirurgia e conta que o acompanhamento da Psicologia a ajuda a passar por esse momento de incerteza. “A gente fica triste, mas depois se anima. A psicóloga vem e, quando me vê calada ou com uma cara triste, já pergunta como eu estou e dá uma palavra amiga, que faz toda a diferença”, relata a paciente.
A psicóloga Anne Rocha explica que não há um tempo definido para cada atendimento, que pode durar 15 minutos ou mais de uma hora, por exemplo. “Não trabalhamos com a lógica da clínica de psicologia. Recebemos a demanda e permanecemos até esgotar a situação. Inclusive, às vezes, demora para criar um vínculo com o paciente”, aponta.
Paliativos - Os psicólogos integram a Comissão de Cuidados Paliativos, que tem uma composição multiprofissional e voltada para atender pacientes com doenças graves e que ameaçam a vida. Integrante da Comissão, a psicóloga Kércia Paulino, destaca que o trabalho também é de mediação e conciliação entre pacientes e seus familiares.
“Como há alguns pacientes em fase final da vida, a gente ajuda a fechar ciclos. A família traz queixa ou o próprio paciente, e nós ajudamos a solucionar. Há casos de filhos que brigaram com os pais e conseguiram resgatar a relação a partir do perdão. Por vezes, o paciente quer pedir perdão a alguém ou quer perdoar. Há também os últimos desejos. Uma paciente queria sair do leito, e nós montamos um piquenique no jardim ao som de violinos. Outro queria comer um bolo feito pela família, e tem aqueles que pedem para morrer em casa”, exemplifica Kércia Paulino.
Para a psicóloga, a comunicação é essencial na criação de vínculos com os pacientes, seja verbal ou escrita. “Há pacientes que se comunicam por meio de uma prancheta, na qual eles apontam os sentimentos do momento. Tem outros que se expressam por meio de desenhos”, comenta Kércia Paulino. De acordo com ela, a partir do trabalho da Psicologia e, no contexto de proximidade com a morte, é que alguns pacientes conseguem dizer “eu te amo” aos entes amados. “Ajudamos a amenizar momentos difíceis, ressignificando uma despedida para que não seja tão dolorosa”, pontua.