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Visita técnica ao Hospital Metropolitano fortalece formação em órteses, próteses e tecnologia assistiva de alunos da FUNAD
O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, unidade da rede estadual de saúde gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), recebeu, na última terça-feira (20), a visita técnica de alunos do curso de formação de técnicos em órteses e próteses vinculados à Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (FUNAD). A atividade proporcionou aos participantes o contato com a estrutura hospitalar, a rotina da equipe multiprofissional e o trabalho desenvolvido pelo Laboratório de Tecnologia Assistiva da unidade.
A visita integra a etapa de vivências práticas da formação, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Escola de Saúde Pública da Paraíba (ESP-PB), com apoio logístico da FUNAD. O curso prepara profissionais para atuar nas oficinas ortopédicas estaduais de João Pessoa e Sousa, contribuindo para o fortalecimento da oferta de órteses, próteses e outros recursos de tecnologia assistiva no SUS.
Durante a programação, os alunos conheceram os setores do hospital e acompanharam as explicações sobre os fluxos de atendimento, a atuação integrada dos profissionais e os processos de acesso e regulação dos pacientes. O grupo também visitou o Laboratório de Tecnologia Assistiva, onde são confeccionadas órteses e realizadas adaptações destinadas às necessidades dos pacientes internados.

No Hospital Metropolitano, esse trabalho é desenvolvido pela equipe de Terapia Ocupacional, que avalia as necessidades de cada paciente e planeja os dispositivos e recursos mais adequados para favorecer a funcionalidade, a autonomia e a continuidade do cuidado. “É uma forma de melhorar a acessibilidade, de fazer adaptações para que os pacientes tornem a fazer coisas que antes não conseguiam”, destacou Samara Lima, terapeuta ocupacional do Hospital Metropolitano. Para ela, a visita também representa uma oportunidade de compartilhar experiências e ampliar o conhecimento entre os profissionais.
Na avaliação de Laíla Gomes, coordenadora do Núcleo de Educação Permanente da FUNAD, a experiência permite relacionar os conhecimentos técnicos adquiridos durante o curso à organização da rede de atenção à saúde. “O objetivo da visita foi que eles conhecessem como a gente consegue desenvolver tecnologia assistiva em um hospital de alta complexidade”, explicou.
Segundo a coordenadora, conhecer diferentes serviços e níveis de atenção é importante para compreender o percurso do paciente até o acesso aos dispositivos. A proposta é contribuir para uma formação que considere não apenas a produção dos equipamentos, mas também a continuidade do cuidado e a articulação entre os serviços de saúde.

A troca foi valorizada pelos participantes da formação. Rosana Cavalcanti, aluna do curso e integrante da gestão da oficina ortopédica estadual, ressaltou a importância de conhecer a aplicação da tecnologia assistiva em um serviço de alta complexidade e de identificar possibilidades de cooperação entre as equipes.
“Fomos muito bem recebidas, ficamos muito encantados com a estrutura e com os profissionais que nos acolheram muito positivamente, nos deram informações muito valiosas para a nossa formação”, afirmou Rosana. Ela também destacou a expectativa de estreitar parcerias e fortalecer a atuação conjunta no SUS.
Para Juliano Almeida, aluno do curso, a experiência contribui para a preparação dos profissionais que atuarão na oferta de órteses, próteses e meios auxiliares à população paraibana. Ele ressaltou a importância de conhecer os fluxos de atendimento e a estrutura hospitalar para compreender como os serviços se organizam em favor dos pacientes.
A visita reforça o papel do intercâmbio entre instituições públicas de saúde na qualificação profissional e no fortalecimento da rede de cuidados à pessoa com deficiência. Ao aproximar a formação técnica da realidade hospitalar, a iniciativa contribui para ampliar o conhecimento sobre a tecnologia assistiva e as possibilidades de cuidado integral no SUS.
