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Nutrição do Hospital Edson Ramalho é aliada essencial na recuperação de pacientes com hipovitaminose

publicado: 24/04/2026 14h37, última modificação: 24/04/2026 14h37

A atuação da equipe de Nutrição do Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER) tem papel decisivo na recuperação de pacientes com hipovitaminose - deficiência de vitaminas no organismo, especialmente aqueles em estado crítico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A assistência nutricional adequada contribui diretamente para o fortalecimento do organismo, melhora da resposta imunológica e aceleração do processo de recuperação.

De acordo com o coordenador de Nutrição da unidade hospitalar, Felipe Lundgren, pacientes críticos, em geral, apresentam um quadro de inflamação intensa, aumento do metabolismo e redução da ingestão alimentar, o que impacta diretamente nos níveis de vitaminas, principalmente do complexo B, C e D. “A deficiência de vitaminas pode comprometer significativamente a recuperação clínica porque reduz a imunidade, dificulta a cicatrização e prejudica o equilíbrio metabólico do paciente”, destaca.

Nos casos mais graves, como os atendidos na UTI, a equipe de Nutrição atua de forma integrada com a equipe médica, a partir de sinais identificados em exames laboratoriais. A partir dessa avaliação, é feito um planejamento alimentar individualizado. “A gente realiza o cálculo da necessidade calórica e proteica de cada paciente para as próximas 24 horas. Com o aumento da oferta de calorias e proteínas, conseguimos também elevar os níveis de vitaminas e minerais”, afirma Felipe Lundgren.

Na maioria dos casos, a alimentação é realizada por via enteral — método em que os nutrientes são administrados diretamente no sistema digestivo por meio de sondas. “Temos dietas completas, com todos os complexos vitamínicos necessários, que podem ser ofertadas de forma segura e eficaz”, acrescenta. Há também o método parenteral, com a administração de nutrientes diretamente na corrente sanguínea por cateter, indicado quando a via oral ou enteral não é possível.

A paciente Auricelia Gomes chegou bastante debilitada ao hospital e está recebendo a atenção necessária da equipe de Nutrição do HSGER, o que tem contribuído para sua melhora. Ela ainda não consegue falar, mas o marido dela, que a acompanha durante a internação, demonstrou sua gratidão à equipe multiprofissional que a atende. “Eu vejo o atendimento da nutricionista, que define o tipo de alimentação que é mais adequado para ela. Aliás, todos os profissionais têm sido muito atenciosos com minha esposa e só tenho a agradecer”, comentou.

Atendimento - Nos setores de Clínica Médica e Cirúrgica, onde os pacientes apresentam quadros mais leves, a abordagem nutricional pode variar. “Nesses casos, o aumento do aporte nutricional pode ser feito por meio da alimentação oral, sempre que possível”, explica o coordenador.

No entanto, em situações pós-cirúrgicas, a alimentação nem sempre é liberada de imediato. “Existe toda uma avaliação multiprofissional. A Fonoaudiologia, por exemplo, analisa a capacidade de deglutição do paciente antes da liberação para ingestão de alimentos sólidos”, ressalta.

Para pacientes com estado nutricional mais comprometido, como idosos, pode ser adotada a dieta mista, que combina alimentação oral e enteral. “Essa estratégia é utilizada quando o paciente não consegue atingir sozinho a quantidade calórica necessária. À medida que o estado nutricional melhora, os níveis de vitaminas e minerais também tendem a se normalizar”, pontua.

Interação - Outro aspecto fundamental do trabalho da equipe é o acompanhamento da interação entre nutrientes e medicamentos. “Existem drogas que podem interferir diretamente na absorção ou nos níveis de vitaminas e minerais, podendo tanto reduzir quanto potencializar esses nutrientes no organismo”, explica Felipe Lundgren.

 Por isso, o alinhamento entre a Nutrição e a Farmácia Clínica é essencial. “É preciso conhecer o tipo de medicação administrada e ajustar os horários da dieta para que não haja interferência no tratamento. Esse cuidado faz toda a diferença na evolução do paciente”, complementa.