Notícias
Higienização das mãos reduz infecções em até 70%, segundo Organização Mundial da Saúde
Silenciosa, cotidiana e muitas vezes subestimada, a higienização das mãos é capaz de prevenir infecções hospitalares em até 70%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER), essa prática integra a rotina de prevenção e controle de infecções, orientada por protocolos rigorosos e pela atuação permanente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). A medida, considerada a mais eficaz e de menor custo, é adotada por profissionais, pacientes e acompanhantes como uma barreira essencial contra a disseminação de microrganismos.
No cotidiano da unidade, a limpeza das mãos segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece cinco momentos fundamentais para a higienização: antes de tocar o paciente; antes de realizar procedimento limpo ou asséptico; após risco de exposição a fluidos corporais; após contato com o paciente; e após tocar superfícies próximas.
“A higienização correta das mãos é o alicerce de um atendimento humanizado e seguro. Quando um profissional de saúde, um paciente, ou um acompanhante adota essa prática, ele interrompe a cadeia de transmissão de microrganismos, protegendo desde o recém-nascido na UTI neonatal até o idoso em recuperação cirúrgica”, explica a enfermeira da CCIH, Rayanne Santos.
As diretrizes seguidas no HSGER estão alinhadas às recomendações internacionais da OMS, consolidadas nas “Diretrizes sobre Higiene das Mãos nos Cuidados de Saúde”, e adaptadas no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que orienta os serviços de saúde sobre práticas seguras e eficazes. A ação realizada nesta terça reforça que, apesar da simplicidade, a higienização das mãos permanece como uma das principais aliadas na promoção da segurança e da qualidade no atendimento em saúde.
Dia Mundial da Higiene das Mãos - Celebrado em 5 de maio, o Dia Mundial da Higiene das Mãos foi instituído pela Organização Mundial da Saúde como uma estratégia de conscientização sobre a importância da prática, considerada crucial para a segurança nos serviços de saúde. Mais do que uma data simbólica, o dia reforça que lavar as mãos é uma das formas mais eficazes de prevenir infecções e conter a propagação de doenças, tanto no ambiente hospitalar quanto fora dele.
Para marcar a data, a equipe da CCIH do HSGER promoveu, nesta terça-feira (5), uma ação educativa voltada a profissionais, pacientes e acompanhantes. A iniciativa levou orientações práticas aos corredores do hospital, reforçando a técnica correta de higienização e destacando que o controle de infecções é uma responsabilidade coletiva. “A higienização das mãos é o principal meio de se prevenir uma infecção. É o método mais barato e mais efetivo. Mas não adianta higienizar de qualquer forma, existe uma técnica correta que precisa ser seguida para garantir a eficácia”, destacou a enfermeira Alexsandra de Luna.
Segundo ela, todos que circulam no ambiente hospitalar têm papel fundamental nesse processo. “Todos que estão envolvidos, direta ou indiretamente, no cuidado têm a capacidade de reduzir ao máximo as infecções. Acompanhantes também manipulam pacientes, circulam por diferentes ambientes, e por isso precisam estar conscientes. Todos somos controladores de infecção”, enfatizou.
Benefícios para todos - Além do ambiente hospitalar, os benefícios da higienização das mãos se estendem ao dia a dia da população. Também de acordo com a OMS, o hábito pode reduzir em até 40% o risco de doenças como diarreias, gripes e conjuntivites. Intensificada durante a pandemia de Covid-19, a prática perdeu força com o passar do tempo, mas segue sendo essencial. Recomenda-se lavar as mãos após usar o banheiro, trocar fraldas, tossir ou espirrar, tocar em animais e antes de comer ou preparar alimentos.
Para garantir uma limpeza eficaz, a lavagem deve durar entre 40 e 60 segundos, contemplando todas as áreas das mãos e punhos. O procedimento inclui molhar as mãos, aplicar sabonete líquido, esfregar palmas, dorso, entre os dedos, polegares, unhas e punhos, enxaguar bem e secar com papel toalha, utilizando-o também para fechar a torneira e evitar recontaminação.