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Dia Nacional do Teste do Pezinho: exame simples pode mudar futuro de um bebê
Neste sábado (6), é celebrado o Dia Nacional do Teste do Pezinho, data criada para conscientizar a população sobre a importância da triagem neonatal, um exame simples, rápido e fundamental para a saúde dos recém-nascidos. Realizado por meio da coleta de algumas gotas de sangue do calcanhar do bebê, o teste possibilita a identificação precoce de diversas doenças raras. Na Maternidade do Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER), todos os bebês são submetidos ao teste. A unidade hospitalar, gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde) e integrante da rede estadual, é certificada pelo Ministério da Saúde com o selo Amigo da Criança.
A coordenadora médica da Maternidade do HSGER, Emanuelle Carvalho, afirma que o Teste do Pezinho deve ser realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê, conforme preconiza o Ministério da Saúde (MS).
“Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o teste do Pezinho é ampliado, proporcionando a triagem de algumas doenças metabólicas, genéticas, hematológicas, como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibroses císticas, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e rastreio para toxoplasmose congênita”, afirma a médica.
O diagnóstico precoce é o principal benefício do exame, já que o teste rastreia as doenças antes que apareçam os sintomas. “As consequências de um diagnóstico tardio afetam o desenvolvimento intelectual e motor da criança, que pode ter convulsão, baixo ganho de peso, déficit de crescimento, entre outras situações”, alerta Emanuelle Carvalho
Na Maternidade do Hospital Edson Ramalho, são feitos todos os testes de triagem preconizados pelo Ministério da Saúde: teste da orelhinha, linguinha, olhinho e coraçãozinho. Após a alta do bebê, é feito o Teste do Pezinho. Segundo a técnica de Enfermagem Danielle Escarião, muitos pais atrasam o período ideal para fazer o Teste do Pezinho, o que enseja a realização de campanhas informativas. “A maioria vem dentro da primeira semana de nascimento. É possível realizar o exame até os 28 dias de vida, mas se for entre o terceiro e quinto dia, melhor”, comenta.

A análise do material coletado é feita no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e, assim que o resultado fica disponível, Danielle Escarião entra em contato com as famílias. “A prevenção sempre é a melhor coisa. É a chave da saúde”, destaca ela.
Jessyelly Barbosa teve sua segunda filha na Maternidade do Hospital Edson Ramalho e já garantiu a realização de todos os testes neonatais. “Nós fomos muito bem atendidas aqui na Maternidade, recebemos toda a assistência necessária, principalmente minha filha, que precisou ficar uns dias internada. Mas agora está tudo bem”, contou.
Assistência - As crianças nascidas na Maternidade do Hospital Edson Ramalho são acompanhadas no Ambulatório de Egressos até os dois anos de idade. Os bebês são imunizados com a vacina BCG, que protege contra casos graves de tuberculose, e com a vacina que combate o vírus da hepatite B. A Maternidade também disponibiliza o imunobiológico nirsevimabe, que protege bebês prematuros (abaixo de 37 semanas) contra infecções respiratórias graves. O nirsevimabe é um anticorpo que protege imediatamente o corpo do bebê do vírus sincicial respiratório (VSR).
O Hospital Edson Ramalho é certificado pelo Ministério da Saúde, na gestão da PB Saúde, com o selo Amigo da Criança e da Mulher, devido ao cumprimento dos 10 passos para o sucesso do aleitamento materno e da assistência humanizada à mulher no pré-parto, parto e pós-parto. A certificação é instituída conforme os critérios do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).